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| 06/12/2009 |
Família: distância e problema
O Natal se aproxima e os problemas já começam: Aonde o(a) filho(a) vai passar as festas?: Na casa do pai ou da mãe? Esta chateação se repete a todo o ano, mesmo assim é difícil, porque as duas partes querem o filho. No entanto nem sempre é possível, já que o pai e a mãe não estão mais juntos. Por causa disso se cria um sentimento de egoísmo, pois os dois querem a presença dele em datas especiais: aniversário, Páscoa, dia das crianças, Natal, Ano Novo etc., e não se pensa que o outro também precisa dele, pois existem mais que simples laços de sangue, mas de coração. Como resolver isso?: Para continuar lendo este texto, clique aqui.
Escrito por DIego Francisco às 19h31
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| 14/09/2009 |
Mudança de endereço
Olá, Para ler estes e outros textos, acesse: http://www.mundodimais.com.br .
Escrito por DIego Francisco às 00h59
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| 24/02/2009 |
Homens de Vênus e Mulheres de Marte – Capítulo 1
Dizem que os homens são de Marte e as mulheres, de Vênus. Serão todos mesmo? Ao que parece, criou-se um mito que em torno disso e talvez agora precise ser quebrado. A visão antropológica do passado mostra ainda o homem como um ser ativo, guerreiro e provedor de bens e necessidades básicas à sua família, enquanto que a mulher, uma aliada do marido (pra não dizer passiva), protetora e conservadora do lar e administradora dos recursos que o esposo leva pra dentro de casa. Se fosse até o ano de “mil novecentos e antigamente”, diria que esta visão estava correta, mas hoje, em pleno século XXI, não. Em muitas sociedades, os valores se invertem: homens realizam tarefas femininas e mulheres cumprem funções que antes eram apenas do sexo masculino. Hoje em dia, tem homens que cozinham, cuidam da casa e das crianças, enquanto as esposas trabalham. Tem homens que costuram (sempre teve), fazem faxina e tantas outras coisas mais. Muitas mulheres exercem atividades como mecânicos, pedreiros, etc. E, isso não tira a honra de ninguém. Aliás, pra dizer a verdade, tem homens que realizam “coisas de mulheres”, melhores que elas, e vice-versa. Em sociedades ocidentais, homens e mulheres competem de igual pra igual, inclusive com respeito ao matrimônio. Ambos cônjuges ajudam em casa. Não se tem mais aquela visão passiva do passado em que apenas um deve trabalhar, já que os dois lutam diariamente para terem uma vida melhor. Antes de continuar o texto, é preciso definir os conceitos de Marte e Vênus. Neste caso, como sou educado, primeiro as damas: Vênus é a deusa do amor e da beleza na mitologia romana. A Afrodite grega. Marte é o deus da guerra na mitologia romana. O Ares grego. Pode-se perceber que a visão que se tem ou pelo menos se tinha da mulher é a da fragilidade, da subordinação ao seu homem. A mãe, a mulher ciumenta e invejosa que lutava por seu amor. Enquanto que a visão que se tem ou se fazia com respeito ao homem é a de um guerreiro enérgico, forte, de chefe de família, do cara que precisava ser agradado a todo custo. Bom, talvez estes conceitos estejam mudando. Pelo menos é o que se percebe atualmente. Se observarmos ao redor, tem mulheres muito mais ativas que homens, ou pelo menos que seus maridos. São elas que dão as ordens, inclusive neles. São elas que brigam quando chegam em casa tarde e/ou bêbados, e muitos destes sequer reagem. Muitas, além de trabalharem fora, cumprem suas tarefas domésticas. Dois empregos pra dizer a verdade. Enquanto que muitos maridos, apenas um, e quando o tem, pois em diversos casos são sustentados pelas esposas. Desempregados? Talvez. Cafetões? Não sei. Isso é algo que precisa ser ainda definido. Mas, com essa aparente igualdade entre ambos, é preciso pensar se essa visão antiquada de homem ser de Marte e mulher, de Vênus, se são ou não ainda válida. Pelo menos para muitas pessoas, isso continua válido. Quem é o guerreiro na verdade? O homem ou a mulher? Já tem homem que recebe até pensão de esposa quando se separam (algo jamais imaginado ou aceito no passado). É lógico que a muitos homens essa visão antropológica ainda se aplica. Mas, não a todos. Se vive num paradoxo por estarmos num mundo plural, no qual não há mais regras pré-estabelecidas de comportamento para homens e mulheres, onde o muito se é permitido, apesar de não ser aceito ou compreendido pelos demais. Levando em consideração que, o que de fato define um homem e uma mulher é o órgão sexual que possui e não seu caráter, como ficaria a questão se fosse em um casal homo? Parece que eu sempre gosto de jogar esse tema nos textos. Talvez seja verdade ou talvez não. Apenas aproveito a oportunidade, já que devo abordar todos os pontos de vista para manter ao máximo uma visão menos subjetiva possível (o que é difícil, por se tratar do “Mundo DImais”, meu mundo). Como em qualquer casal, tanto faz hétero ou homo, sempre haverá um mais ativo e outro mais ativo. Em um casal “normal”, pode ser o homem o ser ativo, mas também pode ser a “mulher”. Nunca os dois num mesmo relacionamento. Em um casal homo não seria diferente. Tem sempre um mais afeminado e o outro com jeito mais machão. Por aí se percebe quem gosta ou leva jeito pra mandar. Alguns homens são de Vênus, outros de Marte. Assim, como algumas mulheres que são de Marte e outras, de Vênus. Mas, será que estes conceitos são novos ou sempre existiram e a humanidade nunca percebeu isso? Talvez, isso seja resultado da liberdade de expressão permitida no mundo atual. Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.
Categoria: FILOSOFIA E PENSAMENTOS
Escrito por DIego Francisco às 22h47
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| 28/09/2008 |
Brasil Que Não Vai Pra Frente 1: Violência
Todos os dias, temos escutado que o Brasil vai bem: bem no futebol, na economia, e em outras coisas que apesar de serem divulgadas pelos principais veículos de comunicação com base em estatísticas fornecidas por órgãos governamentais ou não-governamentais, não as vemos, quer porque estejam longes de nossa realidade quer criem um mundo de fantasia para que acreditemos, que o país esteja bem de saúde (que também não tem).
Problemas são muitos, e claro que se espera um dia resolvê-los, mas estamos esperando há mais 500 anos. Não podemos dizer que o Brasil seja um país perfeito, pois lugar assim, só nossa casa e olhe lá! Infelizmente, terei de escolher um problema dentre tantos que há para falar neste texto, porque não dá pra discutir todos, senão o artigo ficaria muito longo e cansativo, por sinal, porque estou certo de que você apenas quer ler uma opinião e não uma Bíblia, não é? Por isso, o tema de hoje é: violência.
Todavia, violência se divide em diversos subtemas: a doméstica, a urbana, a social, etc. Ficarei com a urbana, a que realmente afeta a nação, já que todas as outras formas estão presentes em qualquer parte do mundo, e o Brasil não seria uma exceção, por isso não devemos crucificá-lo.
Temos como exemplos bastante comuns a violência nas grandes cidades, como os assaltos constantes e a expansão de diversas facções criminosas (que estão se mostrando muito mais organizadas do que aqueles que as combatem), dominando o tráfico de drogas e alguns comércios locais, mas principalmente coagindo os moradores nas determinadas comunidades onde atua.
De onde vem a violência, é isso que você quer saber ou acha que já sabe? Esta já está no íntimo do ser humano, podendo se desenvolver ou não, a depender da formação psicossocial de um indivíduo, mas no caso apresentado, poderia dizer que é tudo isso e muito mais, produzido por um conjunto de fatores sociais, tais como: pobreza (para não dizer fome), deficiência no sistema educacional, além da própria contribuição da violência e do prazer que ela proporciona aos seus praticantes por conseguirem alguns benefícios materiais, esquecendo-se do dia de amanhã, quando terão de prestar contas à própria sociedade ou pagar com a vida, o que geralmente acontece.
A respeito dos freqüentes assaltos nas ruas, é difícil para um cidadão comum fazer alguma coisa, já que não consegue se defender sozinho, mas também, porque não há policiamento suficiente ou nos locais adequados para evitá-los, mas a solução é não andar com muito dinheiro, não reagir e sempre caminhar por ruas movimentadas ou se preferir, renuncie ao mundo e não saia mais de seu lar, porém saiba que mesmo assim, não estará totalmente seguro(a).
Já, quanto à influencia do tráfico nas favelas, existe uma via de mão-dupla, embora nem todos percebam isso: um dos objetivos do tráfico é fazer seus respectivos moradores temê-lo ou respeitá-lo, para não denunciá-lo, mas principalmente fazer com que esta gente pense que é dependente dele, quando na verdade, é ele o dependente daqueles moradores, pois se todos o entregassem ou se opusessem a isso, não se criaria. Contudo, o marginal é esperto: em datas festivas, como o São Cosme e São Damião, o Dia das Crianças e/ou o Natal, tenta comprar aquela população, distribuindo doces e presentinhos ou até mesmo, ajudando no sustento de famílias, como consta em alguns vídeos documentários por aí.
No entanto, é a própria população, no geral, que torna a criminalidade cada vez mais forte, pois apesar de reclamar que paga seus impostos e exigir mais segurança e outras coisas mais, também é cúmplice do crime: é o rico comprando a droga, principalmente, por ter dinheiro pra isso, e o pobre também (sem generalizar, porque existem muitas pessoas de bem, ainda). Além disso, há outro fator que contribui para o fortalecimento do domínio de quadrilhas nas favelas: por exemplo, quando acontece uma briga entre vizinhos, ao invés de uma das partes reclamar com as autoridades, simplesmente vai lá e chama o marginal pra resolver tudo. É um absurdo, entretanto é a mais pura verdade (mais uma vez não estou generalizando, mas quase o fazendo). Provavelmente, o medo daquele morador é que se chamasse a polícia, o bandido poderia matá-lo depois, por estar “sujando” a sua área.
Dizer que somos brasileiros e por isso não devemos desistir nunca é muito bonito, mas também relativo, pois parece que o bandido também pensa assim, e cada vez mais insistindo em desafiar o poder público para firmar-se na sociedade onde atua.
Uma pergunta muito interessante é saber de onde os traficantes conseguem suas armas, já que as fronteiras são vigiadas, além dos aeroportos, rodoviárias e rodovias.
Outro fato que nos faz perder qualquer tipo de esperança por punição ou fé na justiça é a própria lei, que às vezes parece estar a favor do bandido: este mata, rouba, faz o “inferno”, e quando consegue ser preso, não fica por muito tempo numa cadeia, porque lá, trata logo de botar uma Bíblia embaixo do braço pra dizer que está arrependido de seus crimes, e sai logo por “bom comportamento”, pra não dizer fingimento. Sabemos que não há celas suficientes para tantos marginais, que aumentam a cada dia, e nem um programa eficaz (pelo menos que eu saiba), que coloque o preso a prestar serviço dentro da prisão, como uma das formas de reintegrá-lo e oferecê-lo uma oportunidade para estar novamente na sociedade, mas se com toda a liberdade que tinha não se comportou, quando sair, que não irá mesmo, por achar que foi tudo muito fácil e não ter dado tempo suficiente para se arrepender de seus erros. Em alguns países, prisioneiro trabalha, não fica à toa “matutando” como fugir da prisão e/ou cavando túnel, porque não sobra tempo pra isso. Mas aqui, o bandido continua “vagabundo” dentro e fora da cadeia, sendo sustentando pelo povo, sem ter de pagar por isso.
Bom, não posso ficar mais falando sobre violência, até porque já estendi “dimais” o assunto e sei que você não deve estar agüentando mais ler um texto tão longo. Talvez, seja por isso que tanta gente deixa de estudar, só por pensar que terá de ler coisas tão longas assim... mas isso fica para um próximo artigo.
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Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 16h49
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| 16/07/2008 |
Mensagens Subliminares de Uma Realidade Conotada 1
Sempre fui o tipo de pessoa que acreditei, que nada acontece por acaso e também, que ninguém te dá nada de graça, por isso, comecei a conotar as coisas que eu percebia no meu cotidiano, embora eu prefira dizer que estou denotando o óbvio, já que nem tudo que uma pessoa vê a outra consegue. Se você não sabe o que denotar, é simples, é apenas ter uma primeira impressão sobre alguma coisa e descrevê-la, e conotar, coisa que mais faço no meu dia-a-dia, vai além de tudo isso, ou seja, é enxergar além do que seus olhos realmente conseguem ver, completando as metáforas que as ocasiões lhe oferecem e vendo o duplo sentido em tudo o que é feito ou simplesmente, o lado obscuro em cada ato.
Vamos ao primeiro exemplo: imagine um político em um bairro pobre, em época de eleição, abraçando todas aquelas criancinhas e aquelas velhinhas que pensam que estão abafando. Denotando este tema, eu diria que um político foi à determinada comunidade, abraçou moradores e foi muito bem recebido. Porém, conotando, coisa que só se consegue quando se tem uma visão subjetiva sobre um assunto, diria que um político se arriscou a ir numa favela perigosa, cheia de marginais, abraçando um monte de gente a contra-gosto em troca de votos, e não porque gosta de criancinhas, pois depois de eleito, só volta lá para as próximas eleições. Até porque, o melhor jeito de se conquistar os pais é através dos filhos. Isso é o que os olhos vêem, mas o coração não consegue sentir.
Você vê alguém te olhando, mas mordendo e/ou lambendo discretamente os lábios. Não pense que este alguém está fazendo isso por estar com a boca ressecada. O sentido é outro e você sabe disso. Acho que desta vez não vou conotar.
Um cara chega pra namorada, diz que a ama muito e que eles precisam ir para um estágio mais avançado em seu relacionamento. A coitada vai pensar que ele propõe casamento. Mas, por trás daquelas doces palavras como “te amo” e sobre esse novo estágio, é claro que o cara propõe sexo, mas quando se está apaixonada, não se percebe isso. Você jamais vai ouvir uma mulher, dizendo ao namorado que eles precisam avançar no relacionamento, mas um homem, sim.
Quando alguém começa a ficar muito em cima de você, te elogiando, pode esperar que aí tem! Denotadamente, um inocente diria que é porque fulano(a) gosta muito dele(a) e que não há nada demais, já que são amigos. No entanto, se você tiver um terceiro olho como ou uma mente suja como a minha, perceberá que fulano(a) não gosta de você apenas como amigo(a) e procura algo mais ou então, que está lhe arrodeando para pedir algo, como por exemplo, dinheiro, porque é através de muitos elogios que se amansa uma fera, para que não diga “não”.
Quando você ganha um presente muito bom ou pelo menos caro, e a pessoa que lhe deu fica o tempo todo dizendo o valor, não é pra dizer o quanto gosta de você, pelo contrário, é pra dizer o quanto foi caro e que você deve valorizá-la por isso. É um modo que diversas pessoas têm para se mostrarem em seu meio e dizerem ao mundo e a si próprias, que não são pobres ou simplesmente, que não são mais pobres, porque isso geralmente acontece com quem viveu este último caso.
Se você vai à determinada seita e lá, um líder religioso fica o tempo todo falando e te perguntando onde está o seu compromisso com Deus, inocentemente, você pensaria que ele estivesse se referindo à sua fé, fidelidade e ao seu comportamento diante do Senhor. Que nada! Para este tipo de líder, o verdadeiro compromisso com o Senhor é você “abrir sua carteira” e doar seu dinheirinho. Não importa que você seja mau, porque provavelmente vai orar por você, para que seus pecados sejam perdoados e pra que você continue firme e forte na fé, digo, no money.
É engraçado quando se vai a um shopping ou a um supermercado. No shopping, você sai de uma escada rolante e anda até o final pra pegar outra, enquanto que no mercado, você pega o arroz aqui e o feijão lá do outro lado. Geralmente, os itens essenciais ficam lá no final. Mas, tudo isso não é à toa. É pra que você veja todas as outras lojas/seções e prateleiras, respectivamente, e lembre-se na hora de comprar mais alguma coisa.
Você vai a determinado lugar e vê logo algumas daquelas mensagens que te fazem sorrir: “50% off”, “70% de desconto” ou “promoção”. Caramba, realmente estas coisas lhe fazem realmente se sentir bem, por lhe fazer pensar que vai poder gastar um pouco mais! No entanto, quando se vê determinado produto em preço promocional, pode ter certeza que está pagando muito mais caro por ele, ou então, tem um produto com um preço muito mais alto pra compensar a perda do lucro naquele, e aí, como você não vai à rua só pra comprar uma coisa, até mesmo pela comodidade, preguiça ou falta de tempo, mesmo, acaba comprando tudo num lugar só, sem aproveitar o preço de tantos lugares com promoções.
Já reparou que em determinados lugares, quando vamos pagar algo no caixa e cumprimentamos a mulher, ela mal olha pra tua cara? Não é porque ela seja antipática. Pode até ser, juntando o inútil ao desagradável. Mas, na verdade, é pra não criar um vínculo com o cliente.
Já percebeu que depois que inventaram o computador, a gente joga a culpa de todos os problemas no “sistema”? Você liga pra alguma central de atendimento ao cliente e quando a atendente vê que é “bomba” pras mãos dela, como por exemplo, o cancelamento de um produto ou serviço, ela diz logo que naquele momento o sistema está inoperante, porque sabe que não vai poder te convencer a mudar de idéia, e provavelmente poderia perder pontos com isso, a depender da empresa. Outra coisa comum também é dizer que o erro foi do sistema. P..., mas quem é que controla o sistema? Como dizia um chefe meu, “o problema está entre a cadeira e o computador”.
Bom, chega de conotar por hoje. Rsrsrs. Acho melhor deixar um pouquinho pra depois. Até os próximos textos, porque este é o primeiro de muitos, já que a vida é uma realidade a ser conotada.
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Categoria: CURIOSIDADES
Escrito por DIego Francisco às 22h34
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| 13/07/2008 |
Se Sou o Patrão, Me Demito
De dois em dois anos, somos obrigados a ouvir aquela frase irritante das propagandas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)/TRE (Tribunal Regional Eleitoral), dizendo: “Você é o patrão!”. E, por causa disso, resolvi me demitir como eleitor, não votando mais em nenhum candidato, anulando todos, já que o meu voto só é válido para eleger um político, e não para demiti-lo, quando me representar mal em seu cargo. Pois, é bom que fique registrado, que votos em branco ou nulos não contam ponto pra nenhuma legenda, apenas os válidos. E, também que, não há como saberem em quem você votou ou não. Pode ficar super tranqüilo quanto a isso! mas é isso que o povo não consegue entender.
Em todas as eleições é a mesma coisa: aquele monte de políticos em seu blá blá blá, sendo mais utópicos que o próprio eleitor, que sonha em um dia acabar com a corrupção e com a banda podre do poder. É um tal de aparecer obras daqui, outras dali, que não dá pra entender. Na verdade, até dá, o problema é que muita gente não pensa sequer o porquê de tantas obras somente em período eleitoral. O motivo é que se eles fizerem qualquer tipo de obra/projeto nos anos anteriores às eleições, poderão não ter sucesso para uma possível reeleição, pois o brasileiro é muito esquecido e só lembra do cara pelos seus últimos feitos, então, se deixa chegar às últimas, para fazer obras emergências, por exemplo, quando na verdade, poderiam estar corrigindo os buracos nas ruas/estradas nos seus outros anos de gestão. Mas pra quê?
Você, eleitor, coloca um indivíduo no poder, porque falou bonito ou este o promete mundos e fundos, quando no final, só vai te deixar o fundo, o fundo do poço para o cidadão (sem generalizar, mas quase o fazendo).
Em 2006, trabalhei como mesário reserva nas eleições a presidente, governador, senador e deputado federal. Foi um horror: no primeiro turno, não precisei ficar, apenas no segundo, pois um dos mesários tinha chegado cinco minutos atrasado do horário inicial de votação, e dentre os reservas, me escolheram, alegando que no primeiro turno eu não havia trabalhado. Pode uma coisa dessas, marcaram o meu rosto! O que tinha de gente que não sabia sequer em quem votar, nos perguntando em quem deveriam dar o seu voto, não dá pra contar, mas infelizmente, não pude dizer nada, pois estava a serviço do TRE, e por isso, fui imparcial, dizendo simplesmente um “não sei, o sr(a) é quem sabe”, mas com uma vontade de dizer: “anula p...”, mas não podia fazer isto. Tinha gente votando em qualquer um, só porque achava que era obrigado a votar em alguém. Só que você não é obrigado a votar em alguém, porém aparecer lá na sua seção eleitoral, assinar aquele caderninho ou colocar o dedinho e digitar alguma coisa naquela maquininha. Nada mais.
Muita gente acha que, por estar votando, está cumprindo o seu dever de cidadão, no entanto, existem outros deveres que o mesmo esquece, como preservar o lugar onde vivem e fazer-se respeitar como eleitor, mas aqui é uma bagunça, já que a maioria dos eleitores não tem estudo suficiente, sequer conhecem seus direitos!
Já pensei seriamente ingressar no mundo da política, pois eu seria uma exceção, já que estou dando andamento ao Ensino Superior (coisa que a maioria dos candidatos sequer têm). Digo que na política, teria todos os privilégios. Tanto é que quem entra não quer sair mais desse mundo. Um determinado indivíduo entra, mal apresenta algum projeto concreto, aumenta o próprio salário na hora que bem entende, sem consulta popular pra saber se nós cidadãos estamos ou não de acordo com isso, além de todas aquelas regalias como décimo terceiro e quarto salários, dinheiro pra isso e pra aquilo, e por aí vai. O engraçado é que, pra dar um aumentozinho ao trabalhador é um “uma coisa”, pois sempre alegam não ter caixa suficiente para isso. Mas como tem pra eles? É isso que ninguém entende! Outro dia, conversando na rua com uma senhora, que se dizia ser funcionária pública, a mesma me disse que participava de greves, exigindo melhores salários e benefícios, porque os políticos aumentavam os próprios salários em percentuais absurdos, enquanto que ela e outros, como funcionários públicos ralavam pra caramba em suas funções, e só conseguiam um aumento irrisório.
Outro fator positivo, para quem já vai com má intenção, é o benefício que o político tem ao exercer seu mandato, pois sua imunidade parlamentar o protege de muitas coisas, a começar de si próprio. Exemplo: um determinado político é acusado de estar envolvido com algum tipo de corrupção, envolvendo o dinheiro público. Ele não pode ser investigado ou processado pela polícia comum. Cria-se logo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a qual várias vezes, anda que nem caranguejo, pois não chega a lugar nenhum, e se chega, não há como condenar tal indivíduo, por não haver provas suficientes, ou se as têm, o mesmo renuncia ao cargo, para continuar a deter dos privilégios de se candidatar novamente em uma próxima eleição. E, o pior é que ganha, mesmo com tudo o que fora noticiado pela mídia!
Um golpe de marketing político bastante interessante é o fato de vários se filiarem a algum tipo de associação/grupo, para assim deterem votos de determinadas classes, como por exemplo, a de um time de futebol ou de uma igreja. Nada contra quem se ingressa a algum grupo, mas tudo isso já está mais do que denotado, não havendo necessidade de conotar o óbvio.
Antigamente, se via mais as realizações de pequenos desejos em troca de votos, como uma cesta básica ou material de construção para o barraquinho, mas com as proibições da justiça eleitoral, no intuito de tentar conduzir eleições limpas, em todos os sentidos, tem de se prometer mais e falar melhor.
Tem uma coisa que eu gosto muito, embora, muitas pessoas condenem: a baixaria política, pois somente através dos programas eleitorais, mas principalmente dos debates na mídia, que descobrimos certos podres do candidato, - os quais não sabíamos ou tínhamos esquecido, mas que o outro, que já fora colega de trabalho ou aliado político, que também participava de tais atos, mas que agora é seu adversário político, - nos faz o favor de contar.
Não se pode fixar cartazes em locais públicos e também, distribuir panfletos dos candidatos próximo aos locais de votação, mas não é isso que eu vejo, não somente como cidadão, mas como futuro repórter. Só faltam distribuí-los dentro das salas.
Bom, não dá mais pra ficar lendo, até porque enjoa, mas e você, o que tem feito como patrão/patroa?
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Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 19h14
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| 12/07/2008 |
Seleções da Vida
Se há uma palavra engraçada é essa: seleção. Você a usa pra um monte de coisas: para se referir a um time de futebol, mas principalmente pra fazer escolhas, quer sejam para melhorar o que já se tem, quer sejam para discriminar o que não se quer ter. E, assim é a vida: um breve momento da existência humana, que a todo instante faz seleções, a começar pela natureza, que já nos selecionou para que estivéssemos aqui neste exato momento.
Já antes mesmo de nascermos, a natureza faz uma escolha prévia de quem viverá, ou seja, o espermatozóide mais forte ou pelo menos mais rápido, ao entrar no útero é o campeão, o predestinado e o selecionado pela vida como o mais apto a enfrentar os problemas do cotidiano dos vivos.
Na barriga da mãe, a natureza continua selecionando, desde o sexo do feto, a cor dos cabelos, olhos e da pele, como todo um aparato de coisas que precisamos ter, para nos caracterizarmos ao máximo com quem nos fizeram.
A gente cresce e as seleções continuam: pessoas selecionam quem querem ter como amigos, mas não tem a opção de escolher quem serão os seus inimigos, isto é apenas dado pela vida sem o menor questionamento, sem saber se queremos ou não, talvez do mesmo modo que os amores, pois se pensamos que escolhemos quem queremos ao nosso lado, está enganado(a), porque é ele que nos escolhe, ao selecionar quem deve ou não viver conosco, pois se fosse verdade esse direito de escolher a quem amar, os feios jamais se casariam.
Selecionamos amigos, roupas, entre diversas coisas, mas partes dessas escolhas são feitas a partir de um sentimento de indiferença ou preconceito com o outro e com a realidade.
Pessoas selecionam pessoas pelo modo de agir, falar, mas principalmente por uma questão de afinidade mesmo ou algo em comum, como por exemplo, a condição social, pois isso conta muito, já que todos querem se integrar em algum grupo, selecionando o que supostamente chamaria de uma maçã podre ou ruim para um cesto (círculo de amigos).
Assim também são as coisas: têm bairro de ricos e de pobres; roupas pra quem pode comprar e outras pra quem gostaria de tê-las; tem gente inteligente, mas também quem compensa a sua ausência em algum outro talento; tem gente que escolhe o quê e como quer viver, enquanto há outros que se deixam serem escolhidos por alguém ou algo; tem até gente que não sabe o que escolher, e por isso acaba não sendo selecionado para lugar nenhum, como tem gente que seleciona sem nem saber o quê.
Isso eu acho engraçado: tem carros de ricos e de pobres; lugares pra quem realmente pode gastar, e para aqueles que contam até quanto podem gastar. Por que tantas diferenças, por exemplo, entre um restaurante de rico e outro de pobre? Alguém já se fez essa pergunta? O mesmo prato que é servido num restaurante “cinco estrelas” também é vendido noutro de classe econômica. A principal diferença é escolha de seu público alvo, já que, quem vai a algum lugar necessita se sentir integrado em um círculo. Imagine, se num restaurante classe A tivesse um cliente comendo de boca cheia ou gritando pelo garçom! Só não diga que um restaurante é melhor que outro, só pelo fato de ter garçons mais educados, pois o mesmo indivíduo que trabalha num lugar caro, depois, quando estiver desempregado, poderá ir para um mais barato e vice-versa. Muitas vezes, a refeição servida num simples restaurante é até mais gostosa do que outro bem mais caro. Na verdade, o que se paga é a qualidade que um tão barato talvez não tenha, como um excelente atendimento, comodidade, ambiente, etc., além do olho gordo do dono em lucrar mais. A verdade é que é o cliente quem faz o seu lugar.
Quem disse que uma roupa é melhor do que a outra só por causa do preço? A qualidade do material não conta? Acho que você pode estar comprando status por qualidade. A mesma roupa que você compra numa feirinha pode ser a mesma de um shopping: o mesmo tecido. Só muda que um tem nome e outro se chama “de todos e de ninguém”, e claro, você não paga impostos e contribui com o desemprego, aumentado pela pirataria.
É isso o que fazemos o tempo todo: selecionamos nossos caminhos, as respostas que daremos à vida e o que diremos a nós mesmos. Mas, acima de tudo, selecionamos o que realmente nos agrade e atrai de tudo aquilo que não gostamos e/ou não queremos.
Podemos selecionar amigos, valores, os convidados para uma festa e algumas vezes, até os(as) amantes. Só não é possível eleger os pais que se gostaria de ter, mas somos capazes de decidir o que é bom ou não para os nossos filhos.
Depois de tantas seleções, chega o momento em que somos selecionados à exclusão, ou seja, do mesmo jeito que um dia fomos convidados a estar aqui, seremos para nos retirarmos. Se é que a morte pode ser considerada um convite! Quando não, nos tornamos alvo dela, e quem for atingido primeiro será o eliminado desse jogo de escolha-escolha.
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Categoria: FILOSOFIA E PENSAMENTOS
Escrito por DIego Francisco às 00h37
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| 30/06/2008 |
Morte Em Vida
Se existe algo que aprendi é que não se faz necessário morrer pra se estar morto, basta simplesmente respirar e deixar o tempo passar, levando tudo o que você conseguiu em tua existência ou então, tirado o mais importante do ser humano: a esperança de continuar vivo e lutar por um novo amanhã. Isso já é o bastante pra dizer o quanto alguém desiste de si mesmo.
Mas, bem que eu gostaria de saber quando a vida realmente se acaba: quando se morre ou a renuncia? Talvez sejam os dois, porém ela só se acaba para quem deseja assim, porque há pessoas com diversos problemas, como os deficientes, que parecem muito mais capazes do que outros que não são impedidos pela vida. Também tem os idosos que enfrentam a vida com a vitalidade de uma criança, apesar de suas limitações, mostrando que não existe uma idade para viver ou morrer e que todo o dia devemos estar vivos com nós mesmos.
Também digo que a vida só se vai para o ser humano, quando ele deixa de vivê-la, ao acreditar que seus problemas não têm mais solução, mergulhando-se em depressão e tristezas. Mas, pra tudo existe uma saída, e não sou apenas eu quem te digo isso, mas também as letras de músicas.
É claro que a vida não é fácil pra ninguém, no entanto, cada um deve fazer tudo o que for possível para tornar seu mundo um pouquinho melhor (não estou dizendo somente o mundo em que vivemos, e sim o que imagina pra você mesmo(a)).
Tem pessoas que preferem se afogar em suas dores ao invés de ver que a vida continua e que o tempo não é paciente com suas crises depressivas, pois o mundo gira e há outros que querem viver.
Há quem chore a perda de um amor como si tivesse morrido um ente querido. Que a dor da perda é difícil, não há dúvida, contudo, se o seu amor decidiu lhe abandonar por um outro, talvez tenha sido melhor assim, embora você não se sinta conformado(a) com isso, mas é bom que saiba, que se ele(ela) não está mais contigo, provavelmente é porque não te merecia ou não era a tua alma gêmea, pois esta se completa, mesmo que um esteja longe do outro.
Também conheço pessoas que quiseram fugir de si próprias, por não terem sido correspondidas por quem amavam, porém elas aprenderam que, se não pudessem estar com a pessoa, que se divertissem com as erradas até encontrar aquela que o(a) faria completamente feliz.
Se há algo que o ser humano precisa entender é que apenas dependemos de duas pessoas pra virmos ao mundo, todavia, não nascemos colados aos outros. Por isso, não se deve sofrer em vão por quem quer que seja, pois pessoas vêm e vão o tempo todo, mas a vida é única e limitada, e ela não vai esperar que sequemos nossas lágrimas para nos dar outra oportunidade.
As pessoas choram pela morte de alguém, mas isso também passa e tudo volta ao normal. Não se faz necessário chorar uma vida inteira só pra dizer ao mundo o quanto você amava tal indivíduo, pois o importante é que saiba, que realmente o(a) amava e faria até o impossível para trazê-lo(a) de volta.
Não há como distinguir um sofrimento de outro, porque às vezes, a vida nos pega de surpresa. Dependendo do momento, podemos enfrentar os problemas como um adulto ou então agir como uma criança imatura, que não sabe se defender das circunstâncias.
Também vejo pessoas que sofrem por não ter conseguido realizar um sonho, e mesmo assim continuam lutando por ele como se fosse a primeira vez e a vida não tivesse lhe dito um “não”. Isso é viver. Ela está dizendo “não” hoje, mas em algum instante poderá mudar de idéia e te dizer um “sim”.
Estar na vida e não ser parte dela é o mesmo que dizer, que um indivíduo está em estado vegetativo, porém com uma pequena diferencia: poderá sair do abismo que criou pra si próprio(a).
Entretanto, deveríamos nos perguntar até quando poderemos sair do mundo em que nos escondemos, pois em algum momento, não haverá mais um modo eficaz de corrigir determinados erros, sendo obrigados a aceitá-los e conviver com o fracasso por uma vida inteira, embora sejamos fortes e ainda não tenhamos nos dado conta disso.
Diariamente, a vida condena alguém, ou melhor, nos condenamos a ela, ainda assim, as pessoas não param de viver sua vida para se lastimar pela dor alheia, porque tem problemas demais que são ou não piores que os seus.
Pessoas morrem, perdem coisas importantes, se divorciam, ficam doentes por muito tempo ou por toda a vida, etc., e se disséssemos que o mundo é cruel, iríamos compreender o quanto ele é bom, que somos nós os vilãos diante dele e que tudo o que enfrentamos é fruto de nossa criação ou imaginação, que nos leva ao céu e nos condena por abusarmos dela.
Se quiser forças pra crer nessas palavras, basta recordar o seu passado e/ou olhar ao seu redor e verá que é mais forte do que imaginava, porque suportou vários problemas e conseguiu sair deles ou que tem pessoas com um destino muito mais carregado que o seu e nem por isso, elas vivem chorando por aí ou se mostram fracassadas.
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Categoria: AUTO-AJUDA
Escrito por DIego Francisco às 14h44
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| 02/05/2008 |
Coitados Dos Aniversariantes
Todo ano é a mesma coisa, você quer porque quer comemorar o seu aniversário, mas acho que assim mesmo não aprendeu a lição. É aquela trabalheira toda em fazer lista de convidados, escolher o local da festa, fazer os preparativos, encomendar salgadinhos, docinhos, etc. (quando não for você mesmo(a) que tiver de preparar tudo isso).
De repente, um convite. A festa está marcada para às 19 horas, mas você sabe que muita gente não chega na hora. Apenas um ou outro engraçadinho que quer ser o primeiro da festa. O pior é que ao chegar lá, apesar de estar marcado a hora no convite (pois, supõe-se que a essa hora já estará tudo pronto). Que nada! Quando se chega no local onde seria uma festa, está a dona toda descabelada ajeitando uma coisa aqui, outra ali, e por aí vai. Tem um cara qualquer tentando encher bolas, com aquele monte de crianças que mais as estouram do que enchem, provavelmente a mãe do aniversariante terminando de confeitar o bolo, mais a frente a vizinha ajudando a encher os saquinhos de pipocas (feito às 2 da tarde, para comer a partir das 7 da noite), entre outras coisas mais que eu não vou contar agora para não perder a graça da festa.
Depois é um tal de chegar gente que nem o aniversariante sabe de onde vieram: é aquilo. Você chama um que chama mais um e mais outro e quando você percebe, sua pequena festa, com apenas alguns convidados muito bem-selecionados vira um maracanã.
Um convidado chega à festa e a primeira coisa que faz é tirar o presentinho da sacola e guardá-la no bolso (será muito útil no fim da festa). Cadê o aniversariante? Por aí tirando fotos! Você quer fazer questão de entregar o presentinho ao aniversariante, pois precisa mostrar que não foi de mãos abanando e tampouco voltará assim.
Geralmente, quem chega primeiro, dependendo do tipo de festa, corre logo pra pegar duas mesinhas, só por causa daquele maldito vasinho de plantas que não deve ter custado nem R$ 5,00 (mas tem gente que é um horror, só não leva o dono da festa porque não pode). Os que chegarem bem depois, coitados, perderão o lugar. Não preciso nem falar o quê acontece, não é?: Aquela criançada correndo de um lado pra outro, deixando todo mundo doido, um barulho infernal, uma musiquinha sem graça e nada da comida chegar, afinal, você se deu ao trabalho de comprar uma roupa nova e ir ao salão/barbearia, pra ficar bonito(a). Ah, mas quando a comida chega, meu Deus!!! “É uma visão do inferno”: aquela gente toda em pé disputando aquele cachorro-quente com aquela salsicha partida em 4 ou em 8, sei lá, mas que alimentaria um exército inteiro. Logo mais aqueles refrigerantes que você só consegue distinguí-los pela cor, porque a origem, você só sabe que veio de alguma garrafa, e mais nada. Chegam as gelatinas e a criançada corre para comer. É uma verdadeira acrobacia com a língua. Cadê a colher? Xiii, não tem, esqueceram de comprar ou então o dinheiro não dava. Ah, “pra quem é bacalhau basta.” Esse é o ditado mais idiota que eu já ouvi em toda a minha vida, porque bacalhau é caro. Se o ditado fosse com sardinha, tudo bem, mas com bacalhau, é muita sacanagem. Até parece que pobre come bacalhau todo dia!!!
Enfim, a festa continua e está “bombando”. “Bombando” com as paredes do seu estômago que tem de se alimentar de seu próprio suco gástrico. E, finalmente chegam os reis da festa: os salgadinhos. Se tiver sorte de encontrar o recheio, você é um(a) premiado(a). Considere-se um(a) ganhador(a) da loteria, pois entre vários tipos de salgados, feitos com aqueles cubinhos temperados, todos com o mesmo sabor, você terá a oportunidade de comer o ingrediente extra: o recheio (que pode ser de queijo que não derrete, de carne, de galinha, de “salchicha” ou até mesmo de camarão, no qual pegaram sua água depois de cozido e jogaram pra fazer a massa, etc.).
Se a comida vai chegar na tua mesa, outro problema. Com aquele monte de mãos levantadas tentando pegar o que puder, o servente ou garçom não consegue chegar ao final do salão ou da laje. Ainda tem mais: tem de suportar o dono da festa ou servente gritando com alguma criancinha esfomiada que ela já comeu três vezes e que ainda falta gente comer (quando na verdade, é preciso servir a quem deu o melhor presente, ora).
Vamos cantar logo esses parabéns, porque já está todo mundo de “barriga cheia” de “refri” e precisa ir embora. Com um olhar de detetive, você dá uma volta de 360° em torno de si: é um bolo cheio de marcas de dedos, aqueles docinhos que ficavam na mesa com algum bonequinho de isopor já não está mais ali (alguma solitária está fazendo a festa agora, afinal, todos se divertem).
Serve-se o bolo. Primeiro o aniversariante escolhe para quem vai dar aquele pedacinho. Em seguida, as crianças, e sucessivamente os mais velhos. É um tal de gente pegar lembrancinhas. Aqueles bonequinhos descartáveis com umas balas, umas taças com renda feita de garrafa de refrigerante de 2 litros, entre outras coisas mais que não valem à pena citar.
Mas, por quê os convidados ainda não foram embora, se já comeram, beberam e dançaram? Nunca mais cometa esse erro, você aniversariante ou dono de festas: dê logo as benditas bolas, pois enquanto não forem distribuídas, o povo vai ficando.
Na hora de ir embora é um barato. Se pede bolo até pra Jesus Cristo. Todo mundo fica preocupado em carregar o que puder da festa, mas pra carregar, um fica jogando para o outro. Ninguém quer entrar num ônibus lotado cheio de bolas e com uma sacola que parece até que foi fazer as compras de mês.
Não se vê a hora desse povinho ir embora, aliás já está a dias sem dormir, tendo que ajeitar tudo. Alguns ficam varrendo o local, outros bebendo e dançando, sem se dar conta de que a festa já acabou há muito tempo e que você agora só quer saber de uma cama, e mais nada.
De repente, o aniversariante vai pro quarto e o que ele encontra? Toda uma gente curiosa/invejosa envolta dos seus presentes. O pessoal está mais nervoso em ver o que você ganhou do que você mesmo(a). Aí começa: você rasga o papel para ver o que ganhou, se tiver gostado, procura ver se colocou o nome de que lhe deu no pacote. É uma tortura completa: se for uma aniversariante de 15 anos, ai meu Deus, coitada! A pobrezinha só ganha caixinha de música, aqueles diários baratinhos perfumados e com chave, para que possa colocar ali todos os seus segredos sórdidos juvenis, pensando que sua mãe não vai lê-lo, esquecendo-se que ela também já teve a idade dela; sendo uma criança de 1 ano, o que os pobrezinhos ganham de coisas que só usarão quando tiverem com 10, “não está no gibi!” Eu não sei o que é pior nisso, além daqueles carrinhos de R$ 1,99 e bonequinhas que você aperta o braço, solta a perna ou aqueles bonequinhos emborrachados que se aperta e faz um barulho horroroso. Ninguém pensa que os aniversariantes também gostam de ganhar roupas, CD’s, entre outras coisas.
Mas o melhor da festa ainda está por vir: aquela reuniãozinha maravilhosa. Somente os mais íntimos. É hora de malhar os Judas. Ninguém escapa, nem o fulaninho que comeu demais, nem o beltrano que levou três sacolas abarrotadas de comida, muito menos a cicrana que deu o maior show na festa depois de ter “entornado” todas. No fim, é divertido, desde que você seja apenas um observador, e não esteja na boca do povo.
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Categoria: FILOSOFIA E PENSAMENTOS
Escrito por DIego Francisco às 21h31
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| 23/04/2008 |
Batia No Peito
O ser humano tem uma coisa de engraçada: tenta compensar os seus fracassos ao compará-los com os dos outros. Com o brasileiro não seria diferente: Sempre se batia no peito, um orgulho estampado na face, pelo fato de o Brasil ser um país “maravilhoso”, apesar de seus inúmeros problemas como: corrupção, violência, miséria, analfabetismo, entre outros. Como assim um país “maravilhoso”?:
Pelo simples fato de não haver furacões, terremotos, maremotos, vulcões e outros fenômenos trágicos da natureza e/ou políticos-sociais como terrorismo. Isso era a marca do brasileiro: uma “Terra Abençoada”. Batia-se no peito por isso. Não sei, não! Tudo isso já está mudando: o Brasil já tem furacões, ou se você preferir, ventos fortes que destroem tudo ao seu caminho (se não quiser admitir que estes problemas já existem aqui). Tem tremores de terra, que agora podem ser chamados realmente por terremotos, pois 5,2 graus na escala Richter não é qualquer coisa, não.
É um jeito covarde, ficar comparando os problemas de um povo com o de outro. Cada qual tem aquilo que melhor consegue lidar. Tem países que estão sempre acontecendo fenômenos naturais arrasadores, e logo sua gente está de pé para continuar o seu cotidiano, como se nada tivesse acontecido.
Percebe-se que não se pode ficar vangloriando de que a natureza abençoa mais este lugar do que outro, pois ela é imprevisível, e só está manifestando os estragos feitos pelo próprio homem. Melhor nem bater no peito por não ter isso ou aquilo, pois do jeito em que o mundo está hoje, não é impossível que outros problemas políticos-sociais, econômicos, ambientais cheguem até aqui. Não que eu esteja agourando para isso, no entanto, é preciso reconhecer que nada é impossível, do mesmo modo em que se acreditava jamais ter um terremoto, por causa das coisas que a TV nos diz sobre o Brasil estar protegido por estar no centro das placas tectônicas. Se isso é verdade, como se deve o fato de o país ter sido vítima recente de um fenômeno assim? Pelo amor de Deus, só não me diga que é o fim do mundo!
Ninguém está imune a nada: nem a problemas econômicos-sociais, nem aos políticos, tampouco os de origem natural. Orgulhe-se das coisas boas que se tem, sem depender de um fracasso alheio, para acreditar-se como superior, ou melhor, que outro. Se determinados acontecimentos não chegaram aqui, ótimo. Se chegarem, é preciso lidar com eles, e mais do que isso, solucioná-lo, através das experiências que outros têm por já terem passado pelos mesmos problemas.
Se for analisar bem, cada povo se compara com os demais, e ao mesmo tempo, agradece por não ter os mesmos problemas que os nossos: muitos com certeza, devem se sentir abençoados ou felizardos por não ter corrupção em seu país, pelo menos como se tem no Brasil, assim, como em seu país não existe crise educacional, nem altas taxas de mortalidade, tampouco violência, como se enfrenta aqui nessa guerra diária, e que infelizmente já é vista com normalidade entre as pessoas.
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Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 21h11
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| 19/04/2008 |
Doutor Qualquer Coisa
Se há uma palavra que realmente eu acho engraçada é essa: “doutor”. O Aurélio me traz as seguintes definições para esta palavra tão simples: “sm. 1. O que se formou numa universidade e recebeu a mais alta graduação desta após haver defendido tese. 2. O que se diplomou numa universidade. 3. Médico.” Já com Luft eu tenho o seguinte: “adj. e sm. 1. Indivíduo formado em faculdade e que defendeu teste. 2.(p. ext.) Bacharel, espec. em medicina ou direito. 3. (pop.) Indivíduo muito entendido no assunto.” Até aí eu entendi, não tenho nenhum problema quanto às definições dadas por estes dois ilustres dicionários, porém o meu questionamento é outro.
Até onde eu sei, doutor, ou simplesmente “Dr.” é o tratamento que damos a um médico ou um advogado, mas também é o termo em que usamos para classificar alguém que fez o doutorado em uma faculdade, e não simplesmente qualquer coisinha que tenha um 3° grau e já se acha muito por isso, pois se fosse assim, qualquer universitário seria doutor. Mas bem, essa não é a lógica. Pois, o que eu acho mais engraçado, para não dizer absurdo, é o modo como essa palavra “doutor” tem diferentes significados ou conotações.
Existem pessoas que fazem questão de serem chamadas por doutor, não sei se é por se acharem mais que os demais (tudo bem, se realmente tiver o título, deve ser respeitado como tal, mas tudo é a maneira como se pede isso aos demais). É muito comum isso no funcionalismo público, quando várias pessoas (sem generalizar) fazem uma questão enorme em serem chamadas como tal, não sei ainda a verdadeira razão disso. Quem trabalha em call center sabe muito bem do que estou falando: de vez em quando liga uns clientes metidos, e quando o atendente se refere aos mesmos como senhor ou senhora, o assinante, já com um tom mais de imposição se intitula como doutor fulano ou beltrano. Como é o que o atendente vai saber se o indivíduo é ou não um doutor? Aliás, ninguém nasce com esse título. Isso se conquista durante a vida. Sinceramente, gostaria de saber se essas grandes empresas tem alguma parte em seu cadastro, no qual possam colocar tais observações, como por exemplo “cliente fresco: o mesmo deseja ser chamado como doutor.”
É lógico que o indivíduo merece ser chamado como tal, no entanto, os outros não são obrigados a saber, se não são seus clientes ou pacientes. Pra dizer a verdade, o ser humano é senhor (Sr.) ou senhora (Sra.), e isso ninguém pode tirar esse tratamento. Às vezes fico pensando se determinados indivíduos foram pobres demais na infância e hoje querem provar a si próprios que conseguiram ser algo e sair da merda na qual viviam. O fato de não ser chamado por doutor não é nenhum desrespeito, apenas falta de consciência de algumas pessoas.
Só que infelizmente, essa palavra não é mais utilizada apenas para pessoas que chegaram a um estágio supremo do terceiro grau, mas para qualquer um que possa estar usando um terninho com uma gravata e um par de sapatos sociais. Vejo muito isso: pessoas chamando outras por doutor pelas roupas que usam, mas lamento dizer que roupa não compra diploma, e se fosse assim, todo crente seria um doutor, pois geralmente andam bem-vestidos como tal apresento neste parágrafo.
É fácil, você leitor entende aonde quero chegar, pois hoje em dia, qualquer coisa é doutor, basta ter um diploma de nível superior ou não ter cara de pobre, que logo será tratado desse modo.
Às vezes, o pessoal brinca comigo e me chama por Dr. Diego, então eu lhes digo que ainda está muito longe, até porque eu sei que para eu merecer tal título não basta ficar no bacharel, é preciso muito mais do que isso, e pra chegar lá não é fácil, todo mundo sabe disso. Mas, antes de ser chamado por Dr. Diego, preciso ser o Dr. Humildade, pois respeito se conquista ao longo de sua vida, e não é o fato de me chamarem ou não assim, que estarei sendo desqualificado como ser humano, pois um verdadeiro doutor não está nas roupas que usa ou no diploma que carrega, mas no que realmente sabe e representa profissionalmente e socialmente. E, você, já passou por alguma situação dessa, na qual era praticamente obrigado a chamar alguém por doutor?
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Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 00h49
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| 05/04/2008 |
Miséria é Sinal de Riqueza
Ah, essa eu não posso deixar de contar! Estava eu, sexta-feira (28/03/2008) no Centro resolvendo uns probleminhas, daí, parei numa lanchonete para comprar um salgado. Também, estava cheio de fome. “Pandora gritava” (Pandora é o meu bichinho de estimação. Rsrsrs). Pedi um salgado e um refrigerante. Também pedi à atendente, que me arranjasse ketchup, porque não tem graça comer salgado sem isso, então eu escuto a seguinte frase: “desculpe senhor, não temos ketchup”. Perguntei: “mas como não tem ketchup?” Isso mesmo senhor, não temos ketchup. A casa não oferece mais ketchup aos clientes.” Respondeu a atendente. Já revoltado com isso que a atendente tinha acabado de me dizer, insisti: “mas como? São todas as lojas da rede ou somente esta?” Ela, simplesmente, com seu jeito de falar sem graça, me disse que não sabia informar. Até agora, não sei dizer se o modo como me dizia o que perguntava, se era para tentar ser agradável com o cliente ou se por vergonha de estar trabalhando em um lugarzinho tão miserável que sequer tinha condições de oferecer um sachê de ketchup ao cliente, para que o seu lanche não ficasse tão sem graça. Reclamei, mas foi em vão.
Enfim, minha raiva foi tanta, que eu comi em poucos minutos, tomei um refrigerante horroroso: acho que eles o diluíram mais que o normal, para render mais, pois não senti gosto. Nem água é tão insípida daquele jeito. Depois, só pensei numa coisa, ligar para a central de atendimento da rede e formalizar uma reclamação, mas também pensei em divulgar isso num jornal, inclusive colocando o nome da casa. Como o meu tempo é pouco e eu não estava a fim de esquentar a minha cabeça naquele momento, já atrasado para aula e cheio de coisas a resolver, acabei deixando de lado esta situação. Mas, isso não significa que minha raiva acabou, aliás, até hoje, guardo a nota fiscal comigo.
Fatos como o meu, ocorrem o tempo todo, mas infelizmente as pessoas não fazem nada para mudar isso. Geralmente, quando vou a diversas lanchonetes (sem generalizar, mas quase), das mais baratas com aqueles pastéis a R$ 1,00 até as mais caras, com lanches podendo chegar a R$ 20,00, peço que me arranjem algum ketchup, aí o atendente me dá apenas um ou quando a gente o trata bem no caixa, dá dois. Mas, quando peço mais, tentam nos enrolar, porque não podem dar. Querem nos limitar a consumir pelo que pagamos. Pode uma coisa dessas? Quando você pede mais ketchup ou mostarda, por exemplo, eles disfarçam, olham para os lados, para ver se o gerente não está olhando, pois se tentarem agradar ao cliente, podem levar depois o maior esporro. Acho que eles devem pensar que a gente está pedindo para levar para casa o que sobrar. E, mesmo que fosse, também pagamos por isso.
O pior é que essa mendigaria não fica apenas no ketchup, também no guardanapo. Eu, por exemplo, quando compro algum lanche, peço mais guardanapo, ou porque o lanche está muito quente, ou porque pode sujar a minha roupa, mas quando faço isso, me olham com uma cara, que Deus me perdoe! Finjo que não é nem comigo e continuo insistindo, mesmo quando o atendente mal-educadamente diz que o que ele havia me dado já era suficiente. Até parece que eles ou a loja estão nos fazendo um favor. É ao contrário. Será que ninguém ainda percebeu isso? Sem contar que, às vezes a raiva deles por você ter insistido ou da gerencia por algum motivo que não sei dizer, resolvem descontar isso em você, consumidor - que só deseja apenas fazer um bom lanche para continuar a sua rotina tão estressante - , dizendo que não tem o que você pede naquele momento. Tenho uma raiva disso! A gente não está comendo de graça não. Pagamos muito caro para isso, e merecemos ser tratado com respeito. Aliás, acho que deveria ser implantado de alguma forma, que quando a loja não tivesse guardanapo ou ketchup, por exemplo (é até ridículo dizer isso), que fosse fixado um cartaz informando ao cliente, e não fazê-lo de otário depois de já ter pago. Será que existe algum artigo na Lei dos Direitos do Consumidor que fale sobre um mal-atendimento ou um mal-oferecimento de um produto ao cliente? Pois, estamos sendo enganados.
Acredito eu, que isso não aconteça só comigo, mas com você também. Ou talvez, você diga que isso nunca tenha lhe acontecido, porque sempre ganhou mais ketchup ou maionese, ou seja lá o que for que tenha pedido. Mas, infelizmente, somos distraídos: pedimos coisas e não prestamos totalmente atenção nelas ou ao nosso redor, por estarmos numa fila conversando com alguém. Mas, se você se utilizar seu senso crítico, perceberá o que estou lhe dizendo.
O ser humano costuma a ter esse conceito de que miséria significa pobreza, inclusive eu. Com o tempo, fui aprendendo que é ao contrário, pois quanto mais um indivíduo tem, mais ele quer, e só o consegue se economizar, mesmo que ponha em risco à qualidade e a satisfação do cliente, por achar que o seu produto ainda é muito barato. Lamentavelmente, se vive como pobre para ser rico amanhã. No entanto, só posso te dizer que não é a primeira vez que casos como esses me acontecem. Porém, apenas agora que eu resolvi contar isso, pois estou de “saco cheio” dessa situação, e espero não precisar mandar uma dessas histórias para um jornal.
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DIEGO FRANCISCO
mundodimasiado@gmail.com
Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 17h36
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| 21/03/2008 |
Páscoa: Dia de Comer Chocolates
Durante muito tempo em minha vida, me fizeram acreditar que a Páscoa era uma data muito especial, pois se comemorava o dia da ressurreição de Cristo, que voltou à vida três dias depois de ter sido traído por um de seus discípulos. Também aprendi que, nesta data devemos estar com a nossa família, por ser um dia muito importante para os cristãos.
Sempre segui com as regras ditas pela religião, não porque eu fosse religioso, pois não sou, mas por ser um costume da minha família e de uma sociedade, e eu tive que respeitar isso.
De repente, cresço, e ao invés de seguir com as filosofias alheias, passo a questioná-las, porque sinto na alma que existe um outro significado para essa data, que muitos respeitam ao não comer carne na Sexta-feira Santa. Por muito tempo, também questionei o fato de não se consumir carne naquela Sexta-feira, pois como todos sabem, Cristo já ressuscitou e eu posso garantir que Ele está muito mais vivo que a gente aqui neste mundo. As pessoas e na igreja me diziam que era um sacrifício em honra a Cristo, por causa disso tenho respeitado as crenças antigas, embora as respostas não fossem suficientes para mim.
O tempo passa, e eu leio na “Internet” e em outros livros que a Páscoa tem diferentes significados no mundo: os povos cristãos dizem ser a data em que o único Filho de Deus voltou a este mundo, para nos contar que existe vida além da morte. O povo judeu comemora o dia em que conseguiram fugir do faraó egípcio.
Cada povo adota, de modo diferente, uma razão para festejar a Páscoa: uns comemoram com chocolates, enquanto outros, com ovos de galinha, mas nem por isso, podemos dizer que isso esteja certo ou errado, porque o sentido de Páscoa é celebrar a vida. Então, todos estamos no caminho certo.
Contudo, me pergunto se ainda estamos celebrando a Páscoa ou se mudamos o seu significado por fatos materiais: percebo que para muitas pessoas isso não importa, pois nem sequer sabem o seu significado. Para muitos indivíduos é apenas o dia em que se dá e se ganha chocolates e que nos faz engordar vários quilos, e não uma festa por estarmos vivos.
Apesar de muitas pessoas não celebrarem a vida, creio que o comércio o faz, pois está com alguns “zeros” a mais na conta bancária. Por isso, lhe digo que a Páscoa é um dia para se comer chocolates, e não uma festa pela vida, pois muitos compram chocolates sem saber o seu verdadeiro valor. Além do mais, por que coelhos da páscoa, se não há nada sobre isso na Bíblia?
Se você tiver uma resposta ou quiser deixar um comentário, pois eu gostaria de saber o que significa Páscoa para você, porque para mim não tem mais o significado que tinha antes.
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Categoria: FILOSOFIA E PENSAMENTOS
Escrito por DIego Francisco às 17h40
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| 15/03/2008 |
Diferenças Entre Fazer Sexo em Casa e em Um Motel
Todo mundo sabe que, quando se chega à adolescência os hormônios “ficam em fúria”, atiçando-nos a “pecar” com o próximo em nosso benefício. Os meninos começam a largar as pipas, bolinhas-de-gude, os carrinhos e outras coisas mais. As meninas, as bonecas, aquelas brincadeiras de pular corda e um monte que tem o nome de “pique” qualquer coisa, que agora não estou me lembrando.
É justamente nessa fase que os jovens começam a querer se encontrar no outro, ou melhor, dizendo, a se aproveitar do outro, e com a desculpa de buscar um amor é que acabam descobrindo o sexo, que na verdade é o objetivo de todo o ser humano que já consegue “fazer alguma coisa”.
No início das aventuras sexuais, tudo é maravilhoso, mas com o tempo, tende a ficar melhor ainda: enquanto se está adolescente, as “sacanagens” acontecem em casa (porque ainda se é menor de idade para ir a um motel ou não se tem dinheiro, mesmo), ou sei lá, na casa de algum amigo que empresta a chave de algum lugarzinho, quando os pais não estão em casa (homem tem essa coisa bacana: um amigo ajuda ao outro nesses momentos. Você nunca viu uma mulher ajudando a outra para que mantenha relações com algum “carinha”, ou já? Se o ato não acontece em casa, talvez se realize num mato qualquer aí cheio de formigas, ou numa árvore, por exemplo (sem referências, é claro).
Depois que o homem vai chegando próximo aos 18 ou ficando com cara de mais velho, as coisas vão ficando mais fáceis: nem se pede a identidade para entrar no motel, não é legal? (risos) Não importa que a garota tenha menos de 18, até porque, o que se faz num motel também é feito em outros lugares e, é uma bobagem proibir isso: o encontro de dois seres que querem suar um pouco sem reclamar, como acontece quando estamos trabalhando (embora isso também seja um trabalho, porém muito mais divertido).
Mas que diferenças há entre fazer sexo em casa e em um motel? Muitas, é claro! Em casa, por exemplo, você só sabe que terá o conforto de não ter de pagar para fazer algo que nos é concedido gratuitamente pela natureza, podendo transar em diversos lugares, como na cozinha, por exemplo. Pois, não é na mesa que se fazem as refeições? Mas em compensação, não consegue ficar tão à vontade, por pensar que alguém pode chegar a qualquer momento (se estiver na casa dos outros ou se for menor de idade e tiver fazendo algo escondido), além de ter de se preocupar em trocar os lençóis sujos (apesar de sexo não ser algo sujo, deixa sujeira), arrumar a cama e tomar logo um banho para se limpar.
Num motel, não. Lá você só precisa ter dinheiro para pagar por um quarto ou suíte. Você fica mais à vontade, não se preocupa com o tempo (até se esquece do mundo), não tem a preocupação em ter que deixar tudo arrumado quando acabar, sem contar aquela vontade louca de fazer sexo toda hora e em vários lugares do quarto (na banheira, na cama, etc.). Apenas não posso garantir se todos os quartos são extremamente limpos para o próximo casal guloso.
Não sei se o fato de se fazer tanto sexo é por pensar que não terá tempo para voltar lá ou se é para gastar até o último centavo de um dinheiro tão economizado ou tirado de alguma prestação, mas que está sendo muito bem gasto (pois, mulher tem essa coisa de querer fazer sexo em lugares românticos, exóticos ou diferentes. Para o homem tanto faz: se faz sexo em qualquer lugar). Como se não bastasse, no motel sempre dá aquela “fominha”, e depois de ter “ido ao céu e voltado” umas 20 mil vezes, resolve sair. Enquanto você está na recepção, corre uma faxineira para ver se os clientes estão levando algo ou consumiram algo do hotel. É sempre aquela enrolação na hora de pagar, para se ganhar tempo. Não sei porque, mas me pergunto diversas vezes porque as pessoas têm essa péssima mania de querer levar alguma recordação do motel: sabonetinhos, xampuzinhos, toalhinhas, cinzeiros, entre outras coisas mais. Que graça tem isso? Só para dizer que esteve alguma vez na vida em algum lugar “chique” e diferente? As pessoas se acusam logo.
Para quem é tímido (principalmente as mulheres), uma das vantagens de ir para um motel é que lá ninguém as vê, pois o namorado/marido ou qualquer coisa que as levem para fazer sexo, já coloca o carro na garagem, bem próximo do quarto, saindo do veículo direto para lá, sem necessariamente serem vistas na recepção.
É claro que, tudo na vida tem suas vantagens e desvantagens, porém uma dessas vantagens de se ir para um motel, talvez a melhor, para quem já tem filhos, é o fato de eles não incomodarem num momento tão único e preciso. Filhos são coisas impressionantes! Sempre na hora em que um casal está transando (parece até que adivinham a hora em que alguém vai transar), eles começam a chorar, dizer que viram bichos-papões, que na verdade só querem assombrar os pais através dos filhos, etc. O chato de tudo isso é ter que parar, ao invés de dar uma simples pausa. Pelo menos para o homem, não tem nada pior do que ficar sem sexo, mesmo quando uma mulher não está legal ou finge que não está.
Um outro lado bom de ir para o motel é que não têm vizinhos tomando de conta da vida alheia, vendo a hora que você entra ou sai, ou quem está contigo na sua casa e quanto tempo a visita ficou lá sem seus pais estarem em presente. E, embora o motel não seja um lugar “público”, entra todo o tipo de público. Você só precisa tomar cuidado com essa coisa de ir para o mais longe possível, porque as pessoas que moram perto de você também poderão ter essas mesmas idéia, e acabar se encontrando por lá.
O texto termina aqui, mas as sacanagens, não. Na verdade, só estão começando, e só acaba quando se goza ou se consegue um pouco de felicidade, apesar de nada ser eterno, inclusive o desejo por outra pessoa.
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Categoria: FILOSOFIA E PENSAMENTOS
Escrito por DIego Francisco às 16h27
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| 20/02/2008 |
Filas da Vida
Você já se perguntou, alguma vez, o porquê de termos de enfrentar tantas filas? É fila para isso, para aquilo, e por aí vai, e por mais que você tente fugir delas, sempre encontra uma nova fila e quando percebe, a fila já mede quilômetros, ou melhor, anos-luz de onde você está até o caixa/atendente.
Até para nascer há fila, pois desde o momento em que seu pai, “brincando” com a sua mãe, lhe põe para fora, você tem que seguir um caminho aparentemente curto, mas que dá trabalho, pois se você não chegar ao sol (óvulo) primeiro, provavelmente algum outro irmão-inimigo ocuparia o lugar que por direito é seu.
Enfim, você chega ao sol, e lá toma de conta do terreno, como quem invade uma terra. Aí, aquela trabalheira toda. É fila para consultar um médico, para saber como você está. Fila para te tirar dessa redoma, e por aí vai...
Você cresce e passa a deixar de ser acompanhante para tomar o seu lugar na fila, uma qualquer aí da vida. É fila para fazer a matrícula na escola, para entrar na sala de aula, fila na padaria para pagar o pão que você tenha comprado, entre outras mais.
É fila no supermercado, que inventou aquele “caixa rápido”, mas que no fundo demora mais do que se você tivesse enfrentado o caixa daquela gente com os carrinhos lotados. O pior de tudo é que esse tipo de caixa para poucos volumes, geralmente, só tem um atendente. Quando você ainda não tenha que disputar com um idoso, gestante e/ou deficiente um lugar na fila, ou uma simples chance de pagar pelo que está levando, porque já está com a barriga roncando de fome, ou tenha deixado a máquina de lavar em uso, ou simplesmente, deixado o feijão no fogo ou um filho dormindo.
Você vai ao banco, é aquele tormento: propagandas milionárias, tentando te iludir de que é um banco perfeito mas que funciona com dois a cinco caixas (como se isso bastasse para atender centenas de pessoas em dias de pagamento).
Como se as leis que tratam do tempo da fila adiantassem alguma coisa! Não tem fiscalização! O que você esperava? Às vezes, vem aquele funcionário para dar um papel para que você entregue ao caixa, para controlar o tempo na fila. Por que o papel não é entregue ao último da fila, mas sim, a alguém que está lá no meio? Outra coisa revoltante são aquelas cadeirinhas “me engana que eu gosto”, que na verdade é para fazer você esquecer o tempo da fila, batendo papo com um monte de velhinhos (coitados), mais para lá do que para cá.
Você vai a um hospital qualquer marcar uma consulta, é aquilo!: Uma fila interminável, uma atendente que te olha com desprezo, um monte de gente já pedindo para ser enterrada, que te dá uma “coisa” e você fica logo com vontade de ir embora, e fora o fato de chegar cedo para pegar “senha” para ser atendido. Você tem que madrugar lá. A droga da consulta está marcada para as 8h, o médico só começa atender às 9h/10h. Assim, não dá!
Se isso fosse tudo estaria ótimo, mas não é, e parece não ter fim. Para ir trabalhar é uma fila horrorosa, para entrar naquelas “latas de sardinha” (ônibus, metrô e trem). Nos veículos complementares, aquela coisa: você vai apertado. O cara quer botar mais gente do que a capacidade permitida e ainda tem o fato de colocarem, diversas vezes, aquele ridículo banquinho de plástico para que possa viajar mais um, e por aí vai.
Acho que você está compreendendo aonde quero chegar, pois do jeito que está, não dá! Para casar, você tem que enfrentar fila para marcar o dia e a hora do casamento. Só não tem fila para a morte, mas talvez tenha para entrar no inferno. No Céu, provavelmente não tem fila, mas quem é que vai para lá hoje em dia?
Você quer ir a um show, fila! Para almoçar num desses restaurantes self-service, mais filas (tanto para pôr a comida quanto para pagá-la). No entanto, não podemos nos esquecer daquelas filas que não se vêem, como por exemplo, quando você pega o seu bendito telefone para solicitar e/ou reclamar de algum serviço de telefonia, TV a cabo, cartão de crédito, bancos, lojas virtuais, entre outros, e fica ouvindo aquela “musiquinha lexotan”, para conduzir a suportar o tempo de espera, que nunca é de apenas um minuto e meio, e por aí vai...
Em dia de eleições, não tem igual: Você precisa comparecer a alguma seção eleitoral, porque é obrigado, enfrenta uma “fila do cão”, pega um monte de gente que não sabe sequer, assinar o nome, atrasando mais ainda (não estou criticando o fato de as pessoas não terem estudo, apenas ao sistema que não facilita para essas pessoas), idosos, muitos, que não têm mais a obrigação de votar, mas acham que por votar, estarão exercendo a cidadania, ou se não for por isso, querem provar para si mesmos que ainda existem. Ainda tem aquelas mães que carregam umas crianças maiores que elas, só para passarem na frente dos outros na fila, já que a lei favorece a elas, ou simplesmente, facilita ao erro. E, por aí vai..., o “nosso Brasil”, com as suas incontáveis filas.
Depois de tudo o que você enfrentou, pôde se dar conta, de que a vida está cheia de filas, e provavelmente terá de ocupar o seu lugar nela por bem ou por mal, mas terá de fazê-lo. Espero que você não tenha enfrentado fila, para ler este artigo. Até mais, em algum outro texto ou quem sabe em alguma dessas filas em que a vida nos põe.
Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.
Categoria: CRÍTICA PROGRESSIVA
Escrito por DIego Francisco às 20h00
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